quarta-feira, 26 de abril de 2017

Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia na Sessão Solene do 25 de Abril de 2017


Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia na Sessão Solene do 25 de Abril de 2017

Senhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro e demais membros do Governo
Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
Senhor Presidente do Tribunal Constitucional
Senhoras e Senhores Deputados
Estimadas e estimados convidados
Senhores Capitães de Abril
Minhas Senhoras e meus Senhores

Temos pressa de cumprir Abril! Passaram 43 anos sobre aquele dia em que se devolveu ao país a esperança e, ao povo, o poder de construir o futuro. O dia em que, de cravos vermelhos erguidos, se deu uma explosão de alegria e de saudação vibrante aos capitães de Abril pela libertação das amarras de 48 anos de fascismo.

Ter pressa de cumprir Abril é ter sede de garantir direitos e níveis dignos e verdadeiros de bem-estar e de felicidade para um povo inteiro. Não apenas para alguns, mas para um povo inteiro!

Era Salazar, o ditador fascista, que dizia que era muito mais urgente constituir elites do que ensinar o povo a ler, porque os problemas nacionais tinham de ser resolvidos, não pelo povo, mas pelas elites. Era esse ditador que dizia que o jornal era o alimento intelectual do povo e que, como todos os demais alimentos, tinha de ser fiscalizado, considerando a censura mais do que legítima e até um elemento de elucidação e um corretivo necessário. Classificava a profunda violência e a tortura imprimida pela PIDE aos presos políticos como uns safanões a criaturas sinistras e não tinha pudor em afirmar que em Portugal não havia espaço para a liberdade. Continuada por Marcelo Caetano, acrescente-se a esta barbaridade um milhão de jovens lançados para a guerra colonial, e milhares de jovens a desertar e a emigrar, para fugir do país que os tramava e a quem outras nações não fecharam portas. Era um povo a quem se ditava pobreza e exploração, enquanto meia-dúzia de famílias capitalistas enriquecia. Nas palavras de Ary dos Santos, chamava-se esse país «Portugal suicidado».

Em 25 de abril de 1974 o país fez-se em festa. Nas ruas, repletas de gente ávida de voz, gritou-se que «o povo unido jamais será vencido» e cantou-se que «o povo é quem mais ordena».


Nessa altura, os avanços foram imensos, mas o problema foi o que depois em tanto se interrompeu esse avanço e até, em vários aspetos, se foi recuando. Por exemplo, na legislatura passada, e com o Governo anterior, alguém ousará afirmar que o aumento de horas de trabalho, o fim de feriados, a fragilização de serviços públicos, a fúria de entrega de setores fundamentais aos privados, os cortes nas pensões contributivas e nos apoios sociais, os cortes nos salários ou o aumento brutal de impostos foram avanços que se deram? Não! Foram recuos que geraram pobreza e ameaçaram seriamente os nossos níveis de desenvolvimento. E deram-se por escolhas ideológicas, de uma direita que claramente privilegiou os grandes interesses económicos e financeiros e não o bem-estar dos cidadãos.

Em política não há inevitabilidades, mas sim opções, escolhas. Por isso, nesta legislatura, depois de os eleitores terem atribuído a maioria dos deputados aos partidos que se tinham comprometido com a mudança, o Partido Ecologista Os Verdes trabalhou e tem contribuído para que sejam, sem hesitações, repostas condições e direitos aos portugueses que lhes tinham sido retirados. Mas temos estado também a trabalhar para que as condições de desenvolvimento melhorem a vários níveis. Para dar alguns exemplos: (i) reclamámos do Governo determinação para enfrentar interesses poderosos, como o das celuloses, para travar a brutal expansão da área de eucalipto; (ii) propusemos medidas para a necessária descarbonização do país e para a redução de gases com efeito de estufa, através da criação de melhores condições para fomentar o transporte coletivo e a mobilidade ferroviária; (iii) exigimos atenção sobre o interior do país e a necessária revitalização de atividade produtiva sustentável; (iv) reivindicámos mais meios para a conservação da natureza e da biodiversidade e para o controlo de poluição; (v) alertámos para problemas tão sérios como a preocupante intenção de pesquisa de hidrocarbonetos na nossa costa, ou para a cada vez mais obsoleta central nuclear de Almaraz.


O que importa ter hoje presente é que não se pode perder a dimensão da coragem que se revelou em todas as mulheres e homens que lutaram para construir Abril. Em jeito de apuramento de resultados, temos ainda muito, muito por conquistar em termos de direitos sociais e ambientais.

Mas, a União Europeia tem-se constituído um sério obstáculo a esse objetivo. Formando-se em torno de elites, servindo os interesses dos poderosos, distante dos povos, ignorando as suas necessidades, exigindo metas incompreensíveis. Ao Governo português, nós Verdes, o que exigimos é que governe para as pessoas, para o desenvolvimento do país e que não esbarre na obsessão de números bem encolhidos para Bruxelas. Essa é uma condição para a estabilidade de que o país não pode prescindir.

Uma última nota para dizer que foram tantos os portugueses que procuraram refúgio noutros países para fugir à guerra colonial, outros para buscar melhores condições de vida - são cerca de 5 milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelo resto do mundo. Temos, nós, mais do que a obrigação de compreender o imperativo de desprezar ideias fascistas, nacionalistas, racistas, xenófobas que erguem fronteiras de desumanidade, quando exaltam o medo de refugiados ou o ódio aos imigrantes.

Sempre com a liberdade, a democracia, a paz, a justiça, a solidariedade, a igualdade, a fraternidade no horizonte, são muitos os que trazem, como descreve José Fanha, «o mês de Abril/ a voar/ dentro do peito». Mas, «não é segurando nas asas que se ajuda um pássaro a voar. O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro» (Mia Couto).

Minhas Senhoras e meus Senhores, Temos pressa de cumprir Abril!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Paula Vilallonga, do Partido Ecologista Os Verdes, é a candidata da CDU à Câmara Municipal de Vila do Bispo nas próximas eleições autárquicas. 

Paula Vilallonga é a candidata da CDU à Câmara de Vila de Bispo nas Eleições Autárquicas de Outubro.
Esta é uma escolha feita «no seguimento da ponderação» das forças que integram a CDU: o PCP e o “Os Verdes”.
Maria Paula Andrade Santos Vilallonga tem 61 anos, é medica e vive em Sagres.
Licenciada pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, em 1980, exerceu funções no Centro de Saúde de Serpa de 1985 a 2011.
Foi, ainda, terapeuta no Centro de Atendimento a Toxicodependentes em Beja, de 1996 a 2009, e tutora da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa de 1999 a 2011.
Proposta pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), fez parte das listas da CDU para a Câmara Municipal de Serpa nas Eleições Autárquicas de 2001.
Candidata pela CDU à Assembleia da República, pelo Círculo Eleitoral de Beja, em 2005, foi também presidente da Assembleia Municipal de Serpa, eleita nas listas da CDU, de 2005 a 2009.
Mais recentemente foi candidata da CDU, pelo PEV, às Eleições Legislativas de 2015 pelo círculo eleitoral de Faro. Desde 2011, exerce funções como assistente graduada de Clínica Geral e Orientadora do Internato de Medicina Geral e Familiar no polo de Sagres do Centro Saúde de Vila do Bispo.
Publicado no SulInformação, que pode ler aqui.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Heloísa Apolónia esteve em Elvas - a cidadania e os jovens

A deputada ecologista Heloísa Apolónia, esteve na Escola Secundária D. Sancho II em Elvas, no distrito de Portalegre, a convite da sua Associação de Estudantes, para debater um conjunto de interessantes questões relacionadas com a prática de cidadania pelos jovens.


Parabéns à Associação pela iniciativa e aos alunos pela excelente participação!



Os Verdes querem eliminar a cobrança de portagens na Via do Infante, no Algarve

É entendimento de Os Verdes que a Via do Infante, no Algarve, não devia ter custos para os utilizadores, uma vez que na região não existe uma verdadeira alternativa de mobilidade. A introdução de portagens na A22 está a ter consequências muito negativas para as populações e para o tecido económico da região do Algarve pelo que o PEV apresentou um Projeto no Parlamento que visa eliminar a cobrança destas portagens – uma iniciativa em discussão amanhã, 30 de março, na sessão plenária que começa às 15.00h e votação no dia seguinte.

Projeto de Resolução N.º 767/XIII/2ª - Eliminação da cobrança de portagens na Via do Infante

As políticas públicas nacionais devem assegurar a coesão territorial, combater as assimetrias e promover a igualdade entre cidadãos. A implementação de medidas como a existência de portagens nas regiões que não têm alternativas de mobilidade, são uma forma de originar injustiças e desigualdades no país.

A Via do Infante, também denominada por Autoestrada 22 (A22), é exemplo de como as políticas públicas incidem sobre os sectores económicos e sociais, contribuindo para fragilizar a qualidade de vida das populações, provocando a perda de competitividade, com a acentuada penalização das empresas instaladas naquele território e consequentes prejuízos, graves, para o emprego e para a região.

A não introdução de portagens, nomeadamente no interior, foi sempre justificada com a necessidade de compensar as regiões do país com medidas de discriminação positiva, tendo em conta as disparidades regionais existentes. No entanto, por escolhas economicistas, os Governos anteriores conduziram à implementação de políticas exatamente opostas, com a decisão de portajar vias estruturantes do interior do país, até aí sem custos para o utilizador (SCUT).

A introdução de portagens na Via do Infante, e demais vias SCUT, ocorreu no ano de 2011, tendo sido uma decisão do Governo PSD/CDS, que veio no entanto, consolidar uma resolução tomada, em 2010 pelo Governo anterior do PS. Apesar das críticas e posições contrárias, manifestadas pelo PSD e CDS durante o período eleitoral ocorrido no verão de 2011, após as eleições legislativas, decidiram avançar com a conclusão do processo de introdução de portagens.


É entendimento dos Verdes que a Via do Infante, não devia ter custos para os utilizadores, uma vez que na região não existe uma verdadeira alternativa de mobilidade, seja ao nível ferroviário e ou rodoviário, que possibilite à população deslocar-se no seu território sem constrangimentos.

Relativamente à rodovia, a outra estrada existente que abrange todo o litoral algarvio, desde Vila do Bispo até Vila Real de Santo António, é a EN 125, cujos problemas de sinistralidade rodoviária e índice de perigosidade elevados associados, não a tornam, de todo, uma verdadeira alternativa, bem pelo contrário. Esta estrada, que já foi apelidada de “Estrada da Morte”, em 2015 liderava a lista das vias no país onde ocorriam mais acidentes e com maior gravidade.

Mesmo com várias obras já realizadas, e outras ainda em execução, a EN 125 continua com engarrafamentos e grande acumulação de tráfego, visto atravessar várias zonas urbanas consolidadas da região, tendo assinalados, pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, um número elevado de pontos negros ao longo do seu percurso. 

A acrescer à dramática perda de vidas e aos elevados acidentes rodoviários, também os efeitos nefastos da crise sobre os sectores económicos da região foram agravados e aumentados pela existência das portagens na Via do Infante, tal como têm sido denunciados pelas instituições locais.

Ao longo dos últimos anos, estiveram contra as portagens na A22 várias entidades do Algarve, desde autarcas, empresários e utentes que se manifestaram, de forma concreta e vigorosa, através de diversas ações e iniciativas na região.

Por fim, não nos podemos esquecer do que tem sido a política de concessões rodoviárias nos últimos anos, com as chamadas PPP, que se têm traduzido num enorme calvário de prejuízos para o estado, com uma fatura pesada para o futuro e que se traduz na deterioração territorial e social do país.

Também recordamos que a 1 de agosto de 2016 entrou em vigor a Portaria nº 196/2016, de 20 de julho, que determinou o regime complementar de redução das taxas das portagens em várias ex-SCUTS, nomeadamente na Via do Infante. No entanto, no início deste ano, ocorreu um ligeiro aumento, após a atualização das taxas, ao abrigo dos contratos de concessão e do Índice de Preços ao Consumidor, penalizando uma vez mais a região.

Pelo que fica dito, torna-se claro que a introdução de portagens na A22 está a ter consequências muito negativas para as populações e para o tecido económico da região do Algarve.

Assim, o Grupo Parlamentar “Os Verdes” propõe, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, que a Assembleia da República recomende ao Governo que considere a abolição das portagens na A22 – Via do Infante.


terça-feira, 28 de março de 2017

É urgente fechar Almaraz - campanha do PEV esteve em Nisa

Os Verdes estiveram, no passado domingo, dia 26 de março, em Nisa, com a campanha "É urgente fechar Almaraz".

Os cidadãos deste concelho ribeirinho do Tejo aderiram com entusiasmo à iniciativa do PEV, contra o nuclear, e assinaram postais a exigir o encerramento da Central Nuclear de Almaraz localizada junto ao Tejo, perto da fronteira portuguesa.

No lugar do Arneiro, freguesia de Santana, concelho de Nisa, os motards de Portalegre, em festa no Túlio, aderiram com alegria a esta iniciativa.









sexta-feira, 24 de março de 2017

Nisa - Verdes em campanha para encerrar Almaraz

Partido Ecologista Os Verdes lançou, no passado dia 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz!

Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que contam já com cerca de 2 milhares de assinaturas.

A recolha destas assinaturas foi lançada simultaneamente nos cinco Distritos Ribeirinhos do Tejo.

Depois de terem estado na capital de distrito, Portalegre, Os Verdes estarão no próximo domingo,  dia 26 de março, durante a manhã e a partir das 9h30h, em Nisa, junto ao Mercado Municipal, para continuarem a recolher assinaturas.

Domingo - 26 de março

9h30h – Mercado Municipal de Nisa


quarta-feira, 15 de março de 2017

Requalificação do IP2 - Os Verdes estiveram em Castro Verde

Os Verdes reuniram, a 13 de março, em Castro Verde, com a Comissão de Acompanhamento das Obras de Requalificação do IP2, para conhecer os problemas causados pelas obras de requalificação junto a Entradas. O Deputado José Luís Ferreira manifestou o seu apoio às reivindicações da Comissão e garantiu "o seu total empenho e dedicação na procura de soluções que possam levar à resolução dos problemas".



Leia mais sobre este encontro nas notícias publicadas pela Rádio Pax e pela Rádio Voz da Planície, com declarações do Deputado José Luís Ferreira.

domingo, 12 de março de 2017

Castro Verde - Os Verdes reúnem com a Comissão de Acompanhamento das Obras de Requalificação do IP2

Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes, composta entre outros, pelo deputado José Luís Ferreira, por dirigentes nacionais e dirigentes do coletivo regional, reunirão 2.ª feira, 13 de março com a Comissão de Acompanhamento das Obras de Requalificação do IP2 no Concelho de Castro Verde.

As obras de Requalificação do IP2, mantendo a “geometria” pré-existente no Nó de Entradas – Sul, vêm colocar em causa a segurança rodoviária dos utentes do IP2 e prejudicar gravemente a população do Concelho de Castro Verde e em particular os habitantes da vila de Entradas, impondo constrangimentos sérios às perspetivas de desenvolvimento sustentável daquele território.

Para tomar conhecimento direto da situação e verificação in loco, o PEV reunirá com a Comissão de Acompanhamento das Obras de Requalificação do IP2 no Concelho de Castro Verde e fará visita ao local.

Na Próxima Segunda- feira, dia 13 de março – 14.30h – Reunião com a Comissão de Acompanhamento das Obras do IP2, na Junta de Freguesia de Entradas, sita no Largo da Casa do Povo, em Entradas, seguida de visita ao local, cerca das 15.30h. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os Verdes desencadeiam campanha para encerrar Almaraz

O Partido Ecologista Os Verdes lança amanhã, dia 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz! 

Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais.


A recolha destas assinaturas é lançada publicamente, amanhã 5.ª-feira, pelas 11 horas, simultaneamente nos cinco Distritos Ribeirinhos do Tejo: Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa e Setúbal (Almada), contando com a presença de dirigentes nacionais do PEV.

Castelo Branco – Mercado Municipal – com a presença dos dirigentes nacionais Ema Gomes e Miguel Martins;

Portalegre – Rossio – Portalegre – Com a presença dos dirigentes nacionais Manuela Cunha e João Gordo;

Santarém – Frente ao W Shopping - Com a presença dos dirigentes nacionais Sónia Colaço e Francisco Madeira Lopes;

Lisboa – Cais do Sodré (Saída da estação do Metro) - Com a presença da deputada Heloísa Apolónia e da dirigente nacional Cláudia Madeira;

Almada – Praça do Movimento das Forças Armadas- Com a presença dos dirigentes nacionais Susana Silva e Victor Cavaco.


PEV confronta António Costa com poluição no Rio Tejo

No debate quinzenal com António Costa, que decorreu hoje, 8 de março, na Assembleia da república, a deputada Heloísa Apolónia confrontou o Governo com a poluição no Rio Tejo: "O Rio Tejo não é um cano de esgoto". Há empresas poluidoras que já têm planos de requalificação dos sistemas de tratamento mas, até lá, continuam a fazer do Tejo um cano de esgoto. Até lá, até que a requalificação esteja feita, o que se vai fazer? "Vamos continuar a assistir a um Tejo castanho, estragado pelas descargas ilegais e acentuadas que fazem as empresas poluidoras?". Heloísa Apolónia questiona sobre que medidas, a curto prazo, no âmbito da monitorização e fiscalização, pretende o Governo implementar, para que o Tejo deixe ser um cano de esgoto.



Resumidamente, aqui fica a tomada de posição do PEV quanto à poluição no Tejo:


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os Verdes questionam António Costa sobre offshores e acordo com Espanha sobre Almaraz

Heloísa Apolónia, no debate quinzenal de hoje com o Primeiro Ministro, questionou António Costa sobre dois assuntos: fuga de milhões para o exterior sem conhecimento da Autoridade Tributária, situação que requer o apuramento de responsabilidades e o acordo entre Portugal e Espanha sobre Almaraz e a necessidade de esclarecer, cabalmente, se Espanha revoga ou não a decisão tomada para uma efetiva avaliação dos efeitos transfronteiriços decorrentes da construção do cemitério nuclear

"Há uma decisão que Espanha tomou que tem de ser revogada para que o processo seja retomado e uma nova decisão seja tomada, designadamente em favor dos portugueses, e os efeitos transfronteiriços, evidentemente que existem!"



Almaraz: Os Verdes advertem Ministro do Ambiente para cautelas a ter no âmbito do acordo com Espanha

Hoje, no Parlamento, o PEV advertiu o Ministro do Ambiente sobre alguns perigos que podem decorrer do acordo entre Portugal e Espanha, relativo ao processo do armazém de resíduos para servir a Central Nuclear de Almaraz, caso não sejam asseguradas algumas condições.

Desde logo, é fundamental assegurar que Espanha revogue, efetivamente, a decisão, que já anunciara como tomada, sobre a construção do armazém de resíduos nucleares. Não se pode aceitar que essa decisão se mantenha, ou que seja apenas suspensa, na medida em que, se assim fosse, o processo de participação de Portugal não passaria de um mero pro forma, absolutamente inútil. Não seria compreensível que se abrisse um processo de participação, sem que a decisão de Espanha fosse formalmente revogada, para se reiniciar a Avaliação de Impacte Ambiental, tendo em conta os efeitos transfronteiriços do projeto.


Os Verdes consideram, também, que dois meses é um tempo manifestamente curto para que seja conhecido o Estudo de Impacte Ambiental, para que seja reformulado em função das necessidades de avaliação, num novo processo de Avaliação de Impacte Ambiental e, ainda, para que seja sujeito a um período de consulta e discussão pública.

O que o Governo português nunca poderá deixar de garantir é que o processo de Avaliação que se iniciará, bem como a consequente consulta pública, não sejam tomadas em devida conta num processo decisório.

Mais, na perspetiva dos Verdes, é este o tempo em que o Governo português não pode mais fugir à definição clara de um posicionamento sobre o prolongamento da Central Nuclear de Almaraz. Outra não pode ser a posição, que não a defesa do encerramento daquela central nuclear até ao ano de 2020, na medida em que só este encerramento garantirá a segurança do nosso território, das nossas populações, do rio Tejo e dos nossos ecossistemas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reposição de serviço de passageiros na Linha do Leste tema de reunião entre Verdes e Governo - Garantidas Melhorias Para Breve!

Dando continuidade aos compromissos assumidos com as populações do Distrito de Portalegre, Os Verdes continuam no quadro de conversações bilaterais com o Governo a persistir ela reposição rápida de uma oferta de transporte de passageiros que atenda às necessidades das pessoas e do desenvolvimento da Região.


Nesta reunião Os Verdes deram conta ao Secretário de Estado dos Transportes da reação das populações aquando da Marcha que fizeram a pé entre Portalegre e Elvas, na qual a população expressou claramente a falta que o comboio lhes faz.

Por parte do Secretário de Estado ficou o compromisso inequívoco de ouvir muito brevemente Os Verdes, sobre uma proposta que irá ao encontro das reivindicações colocadas.


Face à urgência colocada por parte dos Verdes para uma resposta à falta de transporte das populações, o Secretário de Estado assegurou ao PEV que a situação atual não se irá arrastar por muito mais tempo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Os Verdes promovem Jornadas Parlamentares focadas em Almaraz

O Grupo Parlamentar Os Verdes dedica as suas Jornadas Parlamentares, da presente sessão legislativa, ao tema da ameaça e riscos decorrentes da Central Nuclear de Almaraz.

Ouvir e debater os riscos que a Central Nuclear de Almaraz representa para Portugal, nomeadamente para as populações e para os territórios localizados na raia e na zona ribeirinha do Tejo, e a forma como estamos preparados para enfrentar esta ameaça, é o objetivo das Jornadas Parlamentares.

Programa das Jornadas Parlamentares

30 de Janeiro - Castelo Branco 

11.00H – Reunião com Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco ( Av. Pedro Alvares Cabral)
12.30H – Conferência de Imprensa junto ao Mercado de Castelo Branco (Avenida 1º de Maio, 1º andar)
14.30H – Reunião e visita às Instalações do Comando Distrital de Operações de Socorro - (CDOS, Praça Nercab)
15.40H – Reunião com os Bombeiros de Vila Velha de Ródão (Rua de Santana)
16.40H – Contacto com Unidade Hoteleira Vila Portuguesa – Casa de Campo (Rua das Pesqueiras, Nº25, Vila Velha de Ródão)
17.30H – Viagem de Barco entre Vila Velha de Ródão e Barragem do Fratel
18.30H – Distrito de Portalegre - Conversa com pescadores do Rio Tejo na sede da Junta de Freguesia de Santana (Aldeia do Arneiro, Nisa)

31 de Janeiro - Portalegre 

09.00H – Reunião com a Direção do Agrupamento de Escolas de Nisa e debate com alunos.
11.00H – Visita ao Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana de Portalegre ( Avenida George Robinson, 1)
14.00H – Audição Pública Descentralizada sobre a Central Nuclear de Almaraz, no Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (Praça da República, nº 23-25)
17.00H – Conferência de Imprensa para apresentação das conclusões das Jornadas Parlamentares (Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais.





quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Almaraz - Audição Pública Parlamentar por iniciativa de Os Verdes

Hoje, o PEV organizou uma audição pública no Parlamento sobre a Central Nuclear de Almaraz.

Instituições de ensino superior, autarquias, associações de ambiente, bombeiros, refletiram com Os Verdes, todos em conjunto, sobre a importância de contribuir para o encerramento daqueles reatores nucleares.

Importa continuar um trabalho de informação, esclarecimento, pressão e importa ganhar ainda mais gente para esta causa.






segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Portalegre – 19 de janeiro - Conversa Ecologista – O "A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa

"Os Verdes" estão a promover um conjunto de iniciativas que visa dar a conhecer aos cidadãos, o direito ao Ambiente e ao Desenvolvimento Sustentável, expresso na Lei Mãe da Democracia Portuguesa desde a sua 1.ª versão em 1976.

O direito a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado, previsto no Art.º. 66.º, a um ordenamento do território equilibrado que visa a sustentabilidade e a equidade territorial, à defesa da proteção da Natureza e dos recursos naturais, à conservação e valorização do património cultural, à promoção de um desenvolvimento sustentável, são algumas das questões que "Os Verdes" querem dar a conhecer e sobre as quais querem aprofundar o debate com os cidadãos.


Nesse sentido, vimos convidar os senhores e senhoras jornalistas para a “Conversa Ecologista ” que vamos realizar sobre esta matéria, em simultâneo com a Inauguração de uma exposição de cartoons. na próxima quinta-feira, em Portalegre, com a participação de Manuela Cunha, Membro da Comissão Executiva Nacional do PEV e do arquiteto Telmo Quadros Ferreira, autor da exposição, que intervirá sobre o papel dos cartoons como forma de intervenção, sensibilização e alerta para os problemas ambientais.

domingo, 15 de janeiro de 2017

A CDU ganhou as eleições intercalares na Freguesia de Galveias - Ponte de Sor

O Partido Ecologista Os Verdes regozija-se com a vitória obtida pela CDU nas eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Galveias (Concelho de Ponte Sor – Distrito de Portalegre).

Galveias confiou na lista da CDU, encabeçada por Fernanda Bacalhau, a quem deu a maioria absoluta, com 273 votos (cinco eleitos) dos 547 votos expressos.

Os Verdes estão convictos e confiantes que Galveias pode agora contar com uma equipa competente e dedicada, empenhada na defesa dos interesses da freguesia e das suas populações.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Almaraz - declaração política no Parlamento por Heloísa Apolónia

Heloísa Apolónia, deputada do Partido Ecologista Os Verdes, reage à decisão de reunião entre o Governo Português e o Espanhol, para discutir a questão da Central Nuclear de Almaraz e a instalação de um armazém de resíduos nucleares a escassos 100km na fronteira.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Almaraz - foi hoje aprovado o voto de condenação proposto pelo PEV

Foi hoje, dia 6 de janeiro, aprovado por unanimidade na Assembleia da República o voto de condenação - Da opção de proceder à construção de um central de armazenamento de resíduos nucleares em Almaraz, em Espanha - anunciado ontem pela Deputada ecologista, Heloísa Apolónia.




Leia aqui o texto completo deste voto de condenação.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Proliferação de estufas em Tavira

Os Verdes estiveram hoje, dia 5 de janeiro, no debate que se realizou em Tavira, organizado pela Associação "Tavira em Transição", sobre a proliferização de estufas neste concelho algarvio.


Declaração política de Heloísa Apolónia sobre a Central Nuclear de Almaraz

Heloísa Apolónia, em declaração política proferida no Parlamento a 5 de janeiro sobre a Central Nuclear de Almaraz - uma central obsoleta com diversos incidentes que representa um sério risco - condena a pretensa construção de um armazém de resíduos nucleares junto à fronteira.

Uma decisão que revela completo desrespeito pelo governo e população portugueses e que foi tomada sem serem observadas as normas relativas aos impactos dos projetos transfronteiriços:

"O Governo e os portugueses não foram tidos nem achados nesta matéria e, assim, a atitude do governo espanhol é profundamente indecente para com o nosso país".


Heloísa Apolónia condena, ainda, o comportamento dos anteriores e atual Governo, que acordou tarde para esta matéria, apesar dos alertas do PEV. A Deputada ecologista anuncia um voto de condenação para amanhã, dia 5/01 e a realização de uma Audição Pública Parlamentar a 19 de janeiro para ouvir associações e cidadãos.