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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Venda de Teatro no OLX! - Verdes Responsabilizam Câmara pela “Desproteção” do Teatro Portalegrense e questionam o Ministério da Cultura

Foi com estupefação e tristeza que o Partido Ecologista Os Verdes tomou conhecimento que o teatro Portalegrense está à venda no OLX.

Esta informação é tanto mais triste quanto este teatro de interesse patrimonial, em termos da memória dos portalegrenses e da vida cultural local, nomeadamente pela sua inegável ligação à obra de José Régio, é também um testemunho arquitetónico dos meados do séc. XIX, da autoria do arquiteto José de Sousa Larcher.


Esta notícia, que cai no ano em que se comemoram os 50 anos da morte de José Régio, é mais um exemplo do desprezo, desleixo e incúria em que o património cultural da cidade de Portalegre se encontra e cujo exemplo mais demonstrativo é o da Fábrica Robinson.

Este teatro privado encontra-se, por incúria municipal, sem nenhuma retaguarda de proteção patrimonial! Em tempos foi solicitado, ao Ministério da Cultura, a classificação de Interesse Nacional do teatro, tendo sido considerado, pela então tutela, que o mesmo não reunia os requisitos necessários para tal classificação nacional, mas, o mesmo aconselhava a acionar a classificação de âmbito municipal. Se, tal tivesse acontecido, o teatro, se bem que privado, teria hoje um “airbag” de proteção que o resguardaria de utilizações e de intervenções que levassem a profundas alterações arquitetónicas e à adulteração das suas características.

Não o tendo sido, agora, só uma firme intervenção da autarquia e dos portalegrenses poderá impedir esta perda irremediável de memória cultural e arquitetónica de Portalegre.

Face a esta situação, O Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta, em que questiona o Governo, através do Ministério da Cultura, sobre a publicitação de venda, no OLX, do Teatro Portalegrense que se encontra num estado de degradação por se encontrar ao abandono e pela ausência de um estatuto de proteção que o resguarde de utilizações e de intervenções que poderão levar a profundas alterações arquitetónicas e à adulteração das suas características.

Pergunta:

Foi com estupefação e tristeza que o Partido Ecologista Os Verdes tomou conhecimento que o teatro Portalegrense está à venda no OLX e poderá vir a ser transformado em Hotel!

Esta informação é tanto mais triste quanto este teatro, um dos mais antigos do país, tem indiscutivelmente um interesse patrimonial, não só pelo lugar que ocupou na história do Teatro português e da vida cultural local, nomeadamente pela sua ligação à obra de José Régio, com o que ocupa ainda hoje na memória dos portalegrenses, mas também pelo testemunho arquitetónico que representa. O projeto da autoria do arquiteto José de Sousa Larcher inspirou-se no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Esta notícia, que surge no ano em que se comemoram os 50 anos da morte de José Régio, é mais um exemplo da degradação e incúria em que o património edificado, seja ele público ou privado, da cidade de Portalegre se encontra e cujo exemplo mais demonstrativo é o da Fábrica Robinson.
Este teatro, propriedade de um privado, não tem nenhuma retaguarda de proteção patrimonial ! Em 2009, a proprietária do teatro solicitou ao IGESPAR a sua classificação de Imóvel de Interesse Nacional, tendo o parecer emitido por este organismo considerado que o mesmo não reunia os requisitos necessários para tal classificação, o processo foi encerrado, ressalvando e aconselhando que a autarquia acionasse a classificação de âmbito municipal. O que não veio a acontecer.

Hoje, o teatro Portalegrense está duplamente ameaçado, pelo estado de degradação a que o abandono o votou e pela ausência de um estatuto de proteção que o possa resguardar de utilizações e de intervenções que levarão a profundas alterações arquitetónicas e à adulteração das suas características e como consequência ao apagamento total do papel deste edifício na vida pública e cultural da cidade de Portalegre.


Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Cultura possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 Quais as justificações apresentadas para que o Teatro de Portalegre não fosse considerado de Interesse Nacional?

2. Qual o parecer da Autarquia, sobre essa pretensão?

3. Que medidas pretende esse Ministério tomar para que este património tão valioso para a Cidade de Portalegre não se venha a perder e possa manter as características de uso e usufruição pública cultural?



quinta-feira, 5 de abril de 2018

Património Corticeiro da Robinson e Linhas de Elvas Temas da reunião ontem, em Évora entre Os Verdes e a Diretora de Cultura do Alentejo

Nesta reunião ocorrida por sugestão do Ministro da Cultura, na sequência de uma conversação sobre esta matéria entre a Direção do PEV e este responsável do Governo, foram delineados os primeiros passos para juntar à volta da mesa, no início de maio, todas as entidades intervenientes neste assunto.

Na reunião estiveram presentes a Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira e os Dirigentes dos Verdes responsáveis pelo Alentejo, nomeadamente Manuela Cunha e ainda ativistas Verdes de Portalegre, entre os quais, Rosário Narciso, eleita pela CDU na Assembleia Municipal de Portalegre.

Os Verdes, estão a aguardar a tomada de posse do novo Conselho de Administração da Fundação Robinson, o que incompreensivelmente se tem arrastado, para poder imediatamente reunir com o mesmo, conforme já solicitado.

Nesta reunião Os Verdes deram ainda a conhecer à DRCA, a proposta que apresentaram à Administração da CP e também ao Ministro da Cultura para promover o turismo ferroviário, na Linha do Leste, nomeadamente com a criação da “ROTA DAS LINHAS DE ELVAS”, à similitude do que existe na Linha do Douro com a “Rota das Amendoeiras” e o reforço de oferta de horários em eventos culturais e religiosos.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Verdes Regozijam-se com Publicação da Resolução da Assembleia da República Sobre a Robinson

Os Verdes regozijam-se com a publicação do texto final da Resolução da Assembleia da República, para salvar a Robinson, para a qual deram um contributo inegável.


O PEV, no quadro das conversações conjuntas com o Governo, através do Ministro da Cultura, já tomou a iniciativa de dar mais um passo para a concretização da deliberação do Parlamento.

Para o efeito terá lugar em breve, por sugestão do Ministro da Cultura, uma reunião entre a Diretora Regional da Cultura do Alentejo e a direção de Os Verdes.

Leia aqui a Resolução da Assembleia da República.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Novo dado sobre prazo para salvar a Robinson - Indústria Corticeira de Portalegre


Dois dias apenas após a entrega do dossiê, relativo ao caso do património industrial corticeiro da Robinson, localizado em Portalegre, entregue na passada terça-feira, Os Verdes foram informados pelo gabinete do Ministro da Cultura que o caso está a ser devida e atentamente analisado.

Os Verdes foram ainda informados de que de uma primeira análise aos documentos entregues, nomeadamente um despacho do Tribunal de Portalegre, existe o entendimento de que o prazo limite para este Ministério se poder pronunciar sobre os destinos do património móvel da Robinson, ameaçado de alienação, não se esgota no dia 17 de setembro, como inicialmente interpretado, restando um prazo um pouco mais dilatado para esta pronúncia.

Os Verdes consideram como muito positiva a rapidez e a atenção dada ao assunto, pelo Gabinete do Ministro da Cultura, e consideram que é a prova que as iniciativas do PEV e de todos quantos se têm mobilizado para Salvar a Robinson já valeu a pena. Os Verdes esperam agora que, o interesse e a atenção afirmada pela tutela da Cultura não venham a esmorecer para que de forma céleres se venha a encontrar uma solução que preserve este património e simultaneamente resolva o problema dos trabalhadores que ficaram lesados pela insolvência da Sociedade Corticeira Robinson.